30 de janeiro de 2014

Os rolezinhos e a ingenuidade

É, gente... Ou eu surtei de vez ou acho que estou aprendendo a ler bola de cristal (obrigada Olavo de Carvalho, expert no assunto, por compartilhar o seu conhecimento conosco).

Mas a verdade é que não se trata de "bola de cristal" coisa nenhuma: trata-se apenas de largar a mão de ser ingênuo, ler e estudar muito sobre o assunto e abrir os olhos para o que está acontecendo que logo qualquer um fica mais espertinho para "prever" as coisas antes mesmo delas acontecerem.

Pode ser que eu esteja falando um monte de bobagens, pode ser que o Olavo não compartilhe dessa percepção que tive da situação e também ache que eu estou viajando na maionese (e nesse caso devo estar viajando mesmo, pois ele tem um conhecimento infinitamente superior ao meu no assunto), posso ter interpretado tudo errado e de forma exagerada, posso ter ficado maluca de vez no meio da baderna brasilis e não percebi, mas enfim, voltemos ao assunto.


Por que estou dizendo que "acho que estou aprendendo a ler bola de cristal"?

Leiam meu post anterior com atenção. 

Depois, leiam TODAS AS REPORTAGENS que saíram na mídia sobre os rolezeiros, inclusive na capa da Veja e comentadas nos mesmos termos pelos meus colunistas favoritos (que tristeza!), de que os encontros eram só para beijar muito, encontrar os "ídolos", fazer social, exibir roupinhas da moda, se divertir, encontrar a galera, tudo na maior "espontaneidade", e que só virou bagunça pelo volume de gente e por causa de "baderneiros infiltrados".

Agora leiam essa notícia: 


Um dos meus blogueiros favoritos, Rodrigo Constantino, escreveu o seguinte: 

"Mas os arruaceiros e os socialistas se cruzaram, e foi amor à primeira vista. Uns são a cara e o focinho dos outros"

(leiam o texto dele: Rolezinhos Socialistas)

É aí que entra o ponto conflitante (e talvez viajante da minha parte): não foi "amor à primeira vista". Isso é paixão antiga!

Pois eu acredito que quando muitas coincidências semelhantes acontecem da mesma forma, elas não são apenas coincidências. 

Vocês vão achar que sou louca contestando caras tão mais antenados que eu, que é paranóia minha, que o que escrevi é "teoria da conspiração" e bobagens mais a quatro.

Mas o fato é que eu tenho muita convicção mesmo de que a probabilidade de eu estar certa em relação a isso é alta. 

E não estou sozinha nessa. Se é "paranóia" tem muito mais paranóico por aí do que a vocês imaginam, porque tem muita gente achando a mesma coisa dessa história toda. 

Revejam a notícia que postei sobre os rolezeiros e a União da Juventude Socialista, publicada HOJE (meu post anterior foi escrito quando começaram os rolezinhos).

Depois leiam o comentário que escrevi para o Rodrigo Constantino em relação ao post dele sobre o assunto. 

Talvez muitos de vocês, se considerarem os fatores que apontei pelo fato de ter deixado a ingenuidade de lado para tentar analisar tudo muito racionalmente desde o princípio, também começarão a pensar a minha "paranóia" não é tão "paranóica"assim.

Segue o comentário:

"Rodrigo, nessa eu irei discordar de você, e aliás do Reinaldo Azevedo também, de vários blogueiros direitistas e das reportagens da Veja sobre o assunto. 

Pode parecer que é paranóia da minha parte, mas a verdade é que eu NUNCA me deixei enganar em relação a esse assunto. 

Entenda o raciocínio: 

Se levarmos em consideração que TUDO nesse país já foi aparelhado pela esquerda, é praticamente IMPOSSÍVEL que qualquer movimento popular desordenado e considerado "espontâneo" realmente o seja. Vide MTST, MST, UNE, LGBT e etc.

Focando ainda mais especificamente, observe nosso passado recente e faça um paralelo.

Não acha coincidência os organizadores dizerem que esse movimento era totalmente "apolítico" EXATAMENTE da mesma forma que os organizadores do Passe Livre se diziam "apartidários" em junho?

A técnica "promova o caos e traga a solução" é a metodologia usada DESDE SEMPRE pelos comunistas para projetar a revolução adiante, ainda mais agora que a tal "solução" o povo pede para os próprios comunistas que estão no poder. 

Quando rola uma dessa, todo mundo diz "o governo precisa arrumar uma solução". Sempre pedem MAIS INTERVENÇÃO ESTATAL numa situação dessa, a gente sabe como funciona. 

E fazem isso over and over again, e até agora nem os mais ilustres colunistas liberais/conservadores, antenadíssimos a tudo, conseguiram se dar conta disso. 

É apenas a história que se repete. 

Desde o princípio, quando vi essa coisa toda rolando e procurando analisar friamente, concluí que os tais "organizadores" JÁ ESTAVAM aparelhados desde o princípio.  

Os tais "fãs" e "rolezeiros" em geral, que foram seguindo a modinha (assim como o povão na rua achando que estava mudando o Brasil no meio da baderna organizada pelos black blocs), aqueles bocós que foram entrevistados e enaltecidos pela mídia como jovens que apenas querem se divertir (inclusive pela Veja, que me decepcionou profundamente com DUAS capas falando sobre o assunto na maior ingenuidade do mundo), são apenas os idiotas úteis da parada. 

E agora certamente seguirão na cola dos seus "ídolos organizadores", a nova "classe artística dos funkeiros (?) formadora de opinião", se mobilizando em apoio a movimentos de esquerda para pedir MAIS ESTADO e MAIS DIREITOS sem deveres (centralizando ainda mais o poder nas mãos dos comunas).

Sinceramente, é mesmo paranóia minha ou é apenas o plano perfeitamente pré-programado para esquerdalizar ainda mais o país, atingindo o povo da periferia? 

Afinal, o povo brasileiro é conservador em sua essência, inclusive os mais humildes. 

A esquerda caviar é que é revolucionária e adora uma baderna (vide pesquisa Datafolha sobre os rolezinhos).

E esse plano me parece ter sido montado EXATAMENTE para politizar essa galerinha cabeça oca e trazê-los para o lado negro da força, afinal são muitas as coincidências que convergem para um mesmo ponto já constatado anteriormente nas manifestações desorganizadas de junho. 

Se foi esse o plano, pode ver que funcionou. E enganou todo mundo que achava que era só coisa de "moleque". 

Isso é coisa de gente grande. E que sabe onde quer chegar."

ERRATA DA REDAÇÃO: É, parece mesmo que eu falei bobagem.

Superestimei a inteligência desse rapaz. No final das contas ele era só mais um idiota útil mesmo.

Mas o discursinho dele quando se filiou foi bem convincente...

lApós 4 dias, organizador de "rolezinhos" deixa União da Juventude Socialista

3 comentários:

Fábio disse...

" A técnica "promova o caos e traga a solução" é a metodologia usada DESDE SEMPRE pelos comunistas para projetar a revolução adiante ", concordo com você .
Não sei se você já leu, mas tem um trecho muito bom sobre esse assunto do filósofo Luiz Felipe Pondé " Dizer que o medo que as pessoas nos shoppings tiveram do “rolezinho” é preconceito é típico da ignorância dos movimentos (anti) sociais, do tipo que quis invadir o JK Iguatemi anteontem.
O que assustou as pessoas (e não falo de “rico”, falo da gente comum que anda e trabalha nos shoppings) foi o número de jovens de uma vez só, a correria, o barulho e alguns furtos.
Ninguém gosta de bagunça no shopping. Ora, sempre que há multidão, há risco, isso nada tem a ver com racismo ou luta de classes. Quem pensa que tem é a “playboizada esquerdopata” dos colégios de rico da zona oeste, mitomaníacos sociais.
Olhando para o cenário e para os “atores sociais” ali, eu diria: deixem as pessoas andarem em paz nos shoppings. Que consumam em paz. E se der pra pegar uma mina, melhor. "
http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/tags/rolezinho/

Unknown disse...

Como faço pra mandar um mensagem em privado a vc?

Milene Reis disse...

Pode mandar via comentário mesmo, pois eu leio os comentários antes de publicá-los para evitar que sejam publicados spams ou mensagens indevidas.