27 de setembro de 2009

Que tempo e esse?

Estava fucando na minha caixa de e-mails e achei esse poema que escrevi ha mais de um ano, num dos muitos momentos filosoficos da minha existencia.
Espero que curtam, e mais ainda, espero que se identifiquem!


Que tempo é esse
Em que a quantidade é melhor que a qualidade
Em que a uniformidade vale mais que a originalidade
Em que a futilidade é mais nobre que a intelectualidade
E a falsidade tem mais força que a verdade?

Que tempo é esse
Onde o sexo é mais importante que o amor
Onde o carinho é sinônimo de carência
Onde o interesse pelo próximo é desespero
E demonstrar afeto é sinal de fraqueza?

Que tempo é esse
Em que a baixaria supera a poesia
Em que o barulho é música
Em que a vulgaridade é arte
E o lixo é cultura?

Que tempo é esse
Onde sinceridade significa ingenuidade
Onde a aparência vale mais do que o caráter
Onde ter importa mais do que ser
E a ignorância tornou-se uma virtude?

Que tempo é esse
Em que ser honesto é ser bobo
Ser autêntico é ser ridículo
Ser sentimental é ser inseguro
E ser inteligente é ser chato?

Que tempo é esse
Onde o mais forte é aquele que mais máscaras consegue usar
Onde o mais inteligente é aquele que mais consegue ludibriar
Onde o mais belo é aquele que melhor sabe maquiar
Onde o mais recompensado é o que melhor sabe usurpar?

Que tempo é esse
Onde todos ao meu redor perderam a razão
E essa insanidade, por ser algo tão comum
Faz-me achar que eu é que estou louca
Por pensar diferente desses tais “normais”?

Esse é o tempo em que vivo.
E que na certeza de minha total e absoluta sanidade,
Definitivamente, não me encaixo...

2 comentários:

Cíntia disse...

Desse eu me lembro! rsrsrs
Bjos.

Léo - B.A.S.E. disse...

ola milene...gostei muuuito do seu poema...peço permissao para poder posta-lo no meu blog...farei as devidas indicaçoes da autora...claaro.
se quiser que eu retire só me dizer...passe por lá pra dar uma olhada.
www.altoebomsom.zip.net
léo.